CORES DA VIDA
CORES DA VIDA
Márcia Arruda Pinheiro
Sigo colorindo a vida
Com a palheta que escolhi.
Não sei se fiz a escolha correta.
Só sei que, com ela, sobrevivi.
Cobram-me atitudes diversas,
Exigem de mim mais do que posso dar.
Estarão certas essas pessoas,
Ou serei eu, que não me canso de pintar?
Um dia, quando meus cabelos brancos se tornarem,
Terei, finalmente, a resposta.
Aquelas pessoas, entretanto, onde estarão?
Quero ter tempo de provar-lhes que comigo estava a razão,
Que as cores que escolhi foram perfeitas
Para o mundo imperfeito onde nasci.


0 Comments:
Postar um comentário
<< Home