COISAS MUITO MINHAS

14.1.05

GOTAS D'ÁGUA


GOTAS D'ÁGUA

Márcia Arruda Pinheiro

Saio pelas ruas, sem rumo,
Sem sequer notar que sobre mim
Despencam gotas d'água
Caídas de um universo sem fim.

Elas, porém, têm melhor sorte,
Pois seu destino já foi escrito:
Dar água aos homens, molhar as flores,
Em um eterno e monótono rito.

E eu, meu Deus, e eu?
O que fiz para merecer tantas dores,
Quando só queria viver mil amores?

Nem me dei conta de que o tempo,
Esse implacável inimigo da juventude,
Para mim já havia passado - nervoso e descompassado!...




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